top of page
Buscar

Reiki – a energia que está mudando o futuro da medicina veterinária

O início do ano é sempre um momento de reflexão. Neste primeiro artigo do meu blog em 2026, gostaria de compartilhar algumas reflexões sobre o futuro da saúde animal e como podemos influenciá-la de forma positiva—não apenas para nossos companheiros animais, mas também para suas famílias amorosas. Cada vez mais, estamos vivendo em verdadeiras famílias multiespécie.


Do meu ponto de vista, é inegável que estamos entrando em uma nova era da medicina - uma era que reconhece não apenas o corpo físico, mas também as dimensões sutis e emocionais que influenciam a cura e o bem-estar geral.


Na área da saúde humana, o Reiki não é mais visto apenas como “alternativo”, mas cada vez mais como uma abordagem integrativa e complementar. Ele é utilizado em alguns hospitais para apoiar a recuperação, reduzir o estresse e promover o equilíbrio da mente e do corpo. Apesar dos desafios que ainda existem, a pesquisa sobre a terapia Reiki tem crescido de forma constante nas últimas décadas.


De acordo com o banco de dados World Reiki Research, que reúne artigos científicos em múltiplos idiomas, até junho de 2025 havia mais de 400 estudos revisados por pares e mais de 100 meta-análises relacionados ao Reiki, mostrando crescimento consistente ano após ano. Além disso, o Center for Reiki Research lista mais de 150 estudos revisados por pares publicados em inglês, muitos deles focados na redução do estresse, manejo da dor, bem-estar emocional e qualidade de vida.


Então surge naturalmente a pergunta: por que essa mesma abordagem integrativa não deveria ser explorada mais profundamente na medicina veterinária?


Pela minha experiência como veterinária, os animais—assim como os humanos—são seres altamente sensíveis. Na verdade, muitos animais parecem perceber e reagir a mudanças sutis no ambiente de forma ainda mais clara do que nós. Seus processos de cura são fortemente influenciados pela calma, segurança e presença compassiva. Quando o Reiki é integrado aos cuidados veterinários, ele não substitui o tratamento médico, mas o complementa, criando condições que permitem que o corpo se cure de forma mais eficiente.


Do ponto de vista fisiológico, os benefícios observados em animais são semelhantes aos descritos em humanos. Por exemplo, em humanos, o Reiki parece ativar o sistema nervoso parassimpático, responsável pelo descanso, reparo e recuperação. Isto está associado ao aumento da liberação de acetilcolina, um neurotransmissor envolvido no relaxamento do corpo. Além disso, pesquisas em neurofisiologia mostram que o aumento da atividade vagal (parassimpática) desempenha um papel importante na regulação da inflamação através do que é conhecido como via antinflamatória colinérgica. Em termos simples, quando o corpo está relaxado, ele consegue prevenir respostas inflamatórias excessivas ou prejudiciais de forma mais eficaz.


Muitos estudos também mostram que hormônios do estresse, como o cortisol, tendem a diminuir durante uma sessão de Reiki. Sabe-se que a elevação crônica do cortisol afeta negativamente a função imunológica, o equilíbrio hormonal e a resiliência geral. Tanto em humanos quanto em animais, o estresse prolongado está associado a respostas imunológicas enfraquecidas, aumento da inflamação e maior suscetibilidade a doenças. Ao ajudar o sistema nervoso a sair do “modo de sobrevivência”, práticas de suporte como o Reiki podem contribuir para restaurar o equilíbrio, em vez de “estimular” diretamente o sistema imunológico.


Do ponto de vista da saúde, esses efeitos moduladores do estresse podem ser especialmente relevantes em condições em que o estresse emocional ou fisiológico agrava os sintomas - como dor crônica, ansiedade, problemas comportamentais, fadiga, recuperação de cirurgias, desconforto relacionado ao câncer ou cuidados de fim de vida. O Reiki não deve ser considerado um tratamento curativo por si só, mas pode ser uma ferramenta terapeutica que melhora o conforto, a estabilidade emocional e a qualidade de vida geral. Também pode fortalecer o vínculo humano-animal, permitindo que cuidadores e profissionais se conectem mais profundamente com a experiência do animal.


Não se trata de substituir a ciência, mas de expandir nossa definição de cuidado. À medida que nossa compreensão da cognição, complexidade emocional e sensibilidade dos animais continua a crescer, nossas abordagens médicas também devem evoluir. Tratar os animais na sua totalidade não é uma ideia radical, mas sim o próximo passo natural da medicina veterinária.


Então talvez a pergunta não seja mais por que devemos incluir terapias baseadas em energia na medicina veterinária, mas quando. E talvez, mais importante ainda - quão rapidamente estamos dispostos a começar. A hora é agora!



 
 
 

Comentários


bottom of page